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Candidatos aprovam esquema contra fraudes durante o Enem
Celulares, assim como moedas e chaves, tinham que ser colocados em um envelope de plástico lacrado

Campo Grande News              13/11/2017    08h24
foto: Divulgação

Detectores de metais e provas personalizadas com o nome e número de inscrição do candidato foram umas das medidas adotadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisar Educacionais Anísio Teixeira) para evitar fraudes no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2017. O curso de medicina é o principal alvo de irregularidades.

Segundo o técnico de recursos humanos Higor Murilo, 23 anos, tinha muitos fiscais de prova de olho nos candidatos e detectores de metal na entrada de cada banheiro. “Foi bem rigoroso”, diz o rapaz.

Somente em Mato Grosso do Sul, foram disponibilizados em torno de 923 detectores de metais, ou seja 1 para cada 100 mil participantes. O estudante Bruno Rodrigues Soares Santos, 20 anos, já havia feito a prova em 2015 e aprovou as mudanças em relação a segurança. “Acho que não houve vazamento de questões”, conta o rapaz que cursa Letras e pretende conciliar, caso consiga passar, também na faculdade de Arquitetura.

Candidata a vaga de odontologia, Jheniffer Genova, 18 anos, percebeu a mudança no caderno de questões. “Tinha o meu nome na prova. Mesmo assim, a gente tinha que assinar, colocar a data de nascimento e transcrever uma frase. Os cadernos continuam com cores diferentes”, conta. Ela também fez o Enem no ano passado. 

Celulares, assim como moedas, anéis, correntes, pulseira e chaves também tinham que ser colocados em um envelope de plástico lacrado. Nada de metal poderia ficar no bolso, caso contrário o candidato seria barrado na porta do banheiro. A Polícia Federal é responsável por monitorar as provas. “Achei a segurança bem reforçada”, completa a auxiliar de produção Atanásia Belisário. Detectores de aparelhos de ponto eletrônico de ouvido também foram usados de forma experimental em algumas cidades. 

A Polícia de Trânsito fez policiamento em algumas locais de provas como na EscolaEstadual Alice Nunes Zampiere, no Jardim Panamá, Escola Amélia de Carvalho Baís, no Bairro Coophatrabalho, e UCDB (Universidade Católica Dom Bosco). 

Os estudantes fizeram hoje questões de matemática e ciências da natureza (química, física e biologia). Este é o primeiro ano em que o Enem é realizado em dois domingos consecutivos. Até o ano passado, as provas eram aplicadas em um único fim de semana, sábado e domingo. A primeira prova, de redação, linguagens e ciências humanas, foi realizada no último domingo (5).

Alimentos também foram vistoriados. "Lanche tinha que ser lacrado e deveria ficar sobre a mesa. Durante a prova, o fiscal de sala fazia a revista", conta Guilherme Ferreira Rocha, 17 anos. Ele fez a prova na Uniderp e concorre a uma vaga no curso de Direito. Ele lembra que este ano também teve a identificação biométrica no caderno de prova.

Os ausentes na primeira etapa, que tiveram direito à isenção do pagamento da taxa de inscrição, deveriam fazer as provas neste domingo. No Estado, dos 92,3 mil inscritos, 33.413 não compareceram ou chegaram atrasados aos locais das provas no dia 5, um índice de abstenção de 36%, um dos maiores no País. 


   
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