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Maia: ‘Falta muito voto’ para a Reforma da Previdência
O presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou ontem, em São Paulo, que só irá colocar a reforma da Previdência na pauta de votação da Casa quando tiver certeza que haverá votos suficientes para a aprovação da matéria.

              01/12/2017    08h49
foto: Divulgação

O presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou ontem, em São Paulo, que só irá colocar a reforma da Previdência na pauta de votação da Casa quando tiver certeza que haverá votos suficientes para a aprovação da matéria.
“Eu estou realista. Trabalho 24 horas por dia neste tema. Eu não vou sair deste tema. Se garantir (os votos), vota ainda neste ano. Eu não posso dar data, porque não tem voto. Eu só vou marcar a data se nós tivermos os votos. Tá faltando voto”, afirmou Maia.
“Está faltando as pessoas entenderem que esta votação não tem caráter diabólico. Ninguém está tirando direito de ninguém. Se fizermos a reforma, estaremos contribuindo muito para o Brasil crescer e as crianças terem futuro. E falta muito voto”, afirmou o presidente da Câmara, após participar de um evento sobre economia em um hotel na Zona Sul de São Paulo.
“A gente está tentando construir o texto em cima de 308 votos. A gente sabe que estamos muito longe disso ainda, estamos muito longe, infelizmente”, completou.
Maia defendeu a reforma da Previdência, afirmando que a falta de votos mostra que a base do governo está desunida e que a escolha do nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para presidir o PSDB irá ajudar a angariar votos para a votação da reforma. “A reforma é um tema fundamental, urgente, é um tema que as pessoas não estão compreendendo, é um tema que vai garantir o futuro de milhões e milhões de pequenos brasileiros que, se ela nao for aprovada, ficarão sem condições de futuro porque os recursos para saúde e educação vão acabar, então a gente precisa com urgência votar a previdência. Mas a gente sabe da dificuldade”, afirmou.
“A gente sabe que a base do governo passou por duas votações de denúncia, um desgaste muito grande e mesmo aqueles, uma parte daqueles, que mesmo compreendendo a importância da votação, ainda não confirmaram que podem votar com a matéria”, assinalou.
Para o presidente da Câmara, a escolha de Alckmin pra presidir o PSDB “vai ajudar” a votação. “Porque a disputa (interna para a presidência do partido) ia acabar influenciando a votação. A escolha dele vai unifircar o partido, isso é bom. O governador de SP tem uma liderança forte e a liderança dele, até porque todos sabemos que ele é a favor da reforma da previdência, pode nos ajudar a fazer uma reforma que é urgente”, salientou.


   
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